ENECOS diz não ao corte de R$ 2 bilhões na educação em 2012

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No inicio ano de 2012, o governo Dilma anuncia o maior corte de gastos em áreas sociais. São 55 bilhões que deixarão de ser investidos em setores essenciais como saúde (5,5 bi) e educação (R$1,9 bi). A justificativa da redução é alcançar a meta de R$ 140 bi de superávit primário, que é a reserva de recursos para o pagamento da dívida pública. Vale lembrar que no ano de 2011, houve cortes de verbas nos mesmos setores, o que mostra que desenvolvimento social não é prioridade para o Governo.

Atualmente, metade do Orçamento é destinada integralmente ao pagamento da dívida pública, enquanto áreas como a previdência social, a saúde e a educação recebem uma parcela mínima da outra metade restante dos recursos federais. Tamanha importância dada ao repasse de verbas aos bancos internacionais deriva do pensamento neoliberal, hoje fortemente impregnado no governo Dilma, e que submete os bens públicos a privatizações e parcerias público-privadas.

A ENECOS posiciona-se contra os cortes anunciados, em especial, ao que compete à esfera da educação, visto a realidade do ensino público brasileiro. Desde os níveis básicos até o ensino superior, a carência de investimentos gera escolas e universidades precarizadas, com salas de aula lotadas ou inexistentes, assistência estudantil falha, além da ínfima valorização docente. Junto a isso, acentua-se a tendência privatista da educação, que condiciona o conhecimento às demandas do mercado e distancia a população do acesso a um ensino de qualidade e voltado às reais necessidades da sociedade brasileira.

Ferramenta de acesso ao conhecimento e à transformação social, a educação necessita de investimentos muito superiores aos que recebe atualmente, para que possa proporcionar, a todo povo brasileiro, uma formação digna e de qualidade. Assim, a universidade não mais será encarada como um reservatório de mão-de-obra para o mercado de trabalho, mas sim como o local onde o conhecimento produzido atenda aos interesses da população. A Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social reafirma seu compromisso na luta pelos 10% do PIB para educação pública já, por uma educação de qualidade, gratuita, laica, presencial e para todxs.

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